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segunda-feira, 12 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Circular: "Geração vai, e geração vem; mas a Terra permanece para sempre. Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar onde nasce de novo. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; volve-se e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus circuitos. Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr. Todas as coisas são canseiras, tais que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir. O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer: não há nada de novo, portanto, sob o sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: 'Vê, isto é novo?' Já foi nos séculos que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas. (Salomão, "Eclesiastes")
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Circular: "Olga O fato de você escrever crônicas enriquece ou empobrece a sua poesia?
Paulo Atrapalha. Mas a crônica não é crônica. Um dia ela é conto. Outro dia ela é um poema. Outro dia é uma piada, etc. De maneira que através do Rubem Braga se criou no Brasil um gênero que se passou a chamar de crônica porque o diretor do jornal achou que aquilo era crônica. Crônica é uma página livre, onde o sujeito escreve o que quiser". (Paulo Mendes Campos, em entrevista ao "Pasquim", janeiro de 1970).
Paulo Atrapalha. Mas a crônica não é crônica. Um dia ela é conto. Outro dia ela é um poema. Outro dia é uma piada, etc. De maneira que através do Rubem Braga se criou no Brasil um gênero que se passou a chamar de crônica porque o diretor do jornal achou que aquilo era crônica. Crônica é uma página livre, onde o sujeito escreve o que quiser". (Paulo Mendes Campos, em entrevista ao "Pasquim", janeiro de 1970).
terça-feira, 6 de maio de 2008
Circular: "Não colou -- It didn't glue.
Não dá pé -- It doesn't give foot
Sem essa, bicho -- Without that one, animal! (...)
Como vai essa força, meu nego? -- How is that strenght, my coloured man?
Tudo certinho, queridão? -- Everything little right, large dear? (...)
Sou vidrado nela -- I am glassed at her (...)
Será que eles me quebram o galho? -- Will they break my branch?" (Ivan Lessa, "Pequeno Manual Carioca -- Inglês, no "Pasquim", julho de 1971)
Não dá pé -- It doesn't give foot
Sem essa, bicho -- Without that one, animal! (...)
Como vai essa força, meu nego? -- How is that strenght, my coloured man?
Tudo certinho, queridão? -- Everything little right, large dear? (...)
Sou vidrado nela -- I am glassed at her (...)
Será que eles me quebram o galho? -- Will they break my branch?" (Ivan Lessa, "Pequeno Manual Carioca -- Inglês, no "Pasquim", julho de 1971)
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Circular: "Tarso Quantas vezes você casou?
Di Eu nunca casei em pretoria ou igreja, nada disso existiu na minha vida. Mas eu tive várias mulheres e são todas minhas amigas, tenho grande afeto por toda mulher com quem convivi e cada vez maior. Meu amigo e grande poeta Vinicius de Moraes é que é um especialista em casamentos. Eu, segundo o Moacir, sou especialista em desquites." (Di Cavalcanti, em entrevista ao "Pasquim", agosto de 1969).
Di Eu nunca casei em pretoria ou igreja, nada disso existiu na minha vida. Mas eu tive várias mulheres e são todas minhas amigas, tenho grande afeto por toda mulher com quem convivi e cada vez maior. Meu amigo e grande poeta Vinicius de Moraes é que é um especialista em casamentos. Eu, segundo o Moacir, sou especialista em desquites." (Di Cavalcanti, em entrevista ao "Pasquim", agosto de 1969).
sábado, 3 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Circular: "Bota direita: Onde estarão a esta hora as botinas da viúva?
Bota esquerda: Quem sabe lá! Talvez outras botas conversem com outras botinas... Talvez: é a lei do mundo; assim caem os Estados e as instituições. Assim perece a beleza e a mocidade. Tudo botas, mana; tudo botas, com tacões ou sem tacões, novas ou velhas; direita ou acalcanhadas, lustrosas ou ruças, mas botas, botas, botas!" (Machado de Assis, "Filosofia de um par de botas")
Bota esquerda: Quem sabe lá! Talvez outras botas conversem com outras botinas... Talvez: é a lei do mundo; assim caem os Estados e as instituições. Assim perece a beleza e a mocidade. Tudo botas, mana; tudo botas, com tacões ou sem tacões, novas ou velhas; direita ou acalcanhadas, lustrosas ou ruças, mas botas, botas, botas!" (Machado de Assis, "Filosofia de um par de botas")
domingo, 27 de abril de 2008
Circular: "Há criaturas que chegam aos cinqüenta anos sem nunca passar dos quinze, tão símplices, tão cegas, tão verdes as compõe a natureza; para essas o crepúsculo é o prolongamento da aurora. Outras não; amadurecem na sazão das flores; vêm ao mundo com a ruga da reflexão no espírito, -- embora, sem prejuízo do sentimento, que nelas vive e influi, mas não domina." (Machado de Assis, "A mão e a luva", cap. X)
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Circular: "(...) Churrasqueira é fogo fora da cozinha, longe dos domínios da mulher. Fogo de brincadeira, efêmero, em dia feriado. É fora, ao ar livre, como nos velhos tempos da caverna. Aí, na churrasqueira, sem atrapalhar ou sujar a cozinha, o homem pode brincar de ser dono do fogo; e a mulher, dona verdadeira do fogo, deixa. E observa, até com ternura, o seu homem brincando de troglodita. É muito 'matcho'..." (Rubem Alves)
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Circular: "Ainda que os anos da tua vida sejam 3 mil ou dez vezes 3 mil, lembra que ninguém perde outra vida senão a que vive agora, nem vive outra senão a que perde. O prazo mais longo e o mais breve são, portanto, iguais. O presente é de todos; morrer é perder o presente, que é um lapso brevíssimo. Ninguém perde o passado nem o futuro, pois a ninguém podem tirar o que não tem. Lembra-te que todas as coisas giram e voltam a girar pelas mesmas órbitas e que, para o espectador, é indiferente vê-las um século ou dois ou infinitamente." (Marco Aurélio, "Reflexões")
quinta-feira, 17 de abril de 2008
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