domingo, 15 de julho de 2007

A fisiologia do crítico de vinhos

Frutado? Aveludado? Série de três matérias da Slate investiga a fisiologia do enófilo. "Do certain physiological traits make some wine critics better than others? (...) Mike Steinberger examines the physiology of the oenophile. In this part, he examines the age-old stoner's question: Do you taste what I taste? In Part II, he set out to discover whether he's a "supertaster." And in Part III, he examined whether being a supertaster helps you evaluate wine." Para entender um pouco a frescura do culto ao vinho.

"Não temos mais esse modelo, senhor"

Pauta muito bem bolada: por que mudar um produto que é bom? Claro que é porque o mercado precisa de novidades. Mas a verdade é que muitos consumidores reclamam da pressa exagerada das empresas, que toda hora querem apresentar um modelo novo de alguma coisa (TV, celular, carro, etc) mesmo quando a versão "ultrapassada" já é ótima, como mostra esta reportagem de Allen Salkin. A matéria diz que nem sempre é ruim para o negócio insistir num produto, apesar das mudanças da moda. O exemplo é a Casio, que continua a vender milhões de relógios da série original G-Shock (foto).

Os heróis da guitarra

Nos Estados Unidos, o karaokê está perdendo espaço (já vai tarde). O bacana agora é participar das noitadas de Guitar Hero 2, jogo para PlayStation 2 e Xbox 360. As músicas favoritas da moçada: "Message in a Bottle”, “Sweet Child O’ Mine” e “War Pigs”, claro. O The New York Times de hoje fez matéria sobre o tema. Segundo os fabricantes, cerca de três milhões de cópias do jogo já foram vendidas. Vamos esperar algum dono de bar importar a novidade pra cá. Um dia chega. Veja um vídeo no You Tube mostrando como se joga o treco.

E ainda por cima é sexy

O jornal New Zealand Herald de hoje diz que "pessoas que têm pintas vivem mais". E ilustram a matéria com uma foto da ex-modelo Cindy Crawford.

30 anos sem Elvis

Elvis Presley morreu (ou não morreu) no dia 16 de agosto de 1977. Não sei se os jornais farão algo sobre o assunto, mas as rádios certamente não deixarão a data passar em branco. O site honorelvis.com pode ser uma boa fonte para achar alguma "atualidade" sobre o cantor.

Em campanha pelo bom hálito

A Associated Press soltou uma nota no fim de junho e a National Public Radio foi atrás da história: a polêmica na Itália a respeito do uso do alho. O chef Filippo La Mantia começou o imbroglio. Retirou o alho dos seus pratos e o substituiu por ervas. A atitude de La Mantia desencadeou uma espécie de guerra gastronômica na Itália (e até Silvio Berlusconi entrou no assunto). Vamos acompanhar. O que os donos de cantinas italianas do Brasil têm a dizer? Texto e áudio, aqui.
Circular: "Os editores não acusam o recebimento de flores, charutos, livros autografados, cartões-postais, fotos assinadas, peças íntimas ou quaisquer outras gentilezas. Todos os objetos recebidos são encaminhados imediatamente a instituições de caridade." (da redação da Smart Set, por H.L. Mencken, circa 1920)

sábado, 14 de julho de 2007

Estação Dogma 95

Condutores do metrô de Londres, possivelmente muito entediados, estão gravando suas jornadas com aparelhos celulares e colocando no You Tube. Eu me arrisco a dizer que é quase um trabalho coletivo de videoarte. Mas, segundo a BBC, eles podem ter problemas.

Atletas do asfalto

Uma boa pauta para quem escreve sobre saúde ou esportes, em época de Pan: qual o efeito da poluição nas pessoas que praticam esportes nas ruas? Sempre achei um pouco estranho esse pessoal que faz cooper no meio de avenidas movimentadas de São Paulo, respirando a fumaça dos escapamentos. A repórter Gretchen Reynolds, do The New York Times, escreveu sobre o assunto nesta matéria. Um trecho: "(...) they suggested that exercisers should keep their distance from exhaust-spewing cars and check air-quality forecasts before venturing out. That said, a 2004 review of pollution studies worldwide conducted by the University of Brisbane, Australia, found that during exercise, low concentrations of pollutants caused lung damage similar to that caused by high concentrations in people not working out. Given what can be in the air, “people who exercise outdoors should probably be more worried” than many are, said Morton Lippmann, a professor of environmental medicine at the New Yprk University School of Medicine."

Os arquivos de Orson Welles

Um sugestão para o plantão de sábado, porque ninguém é de ferro: o documentário Orson Welles: The One-Man Band (1995, 90min.), de Vassili Silovic. Para realizar o projeto, o diretor teve acesso aos até então intocados arquivos do criador de "Cidadão Kane". Essencial para quem gosta de bom cinema. Veja o que a Variety falou, na ocasião do lançamento: "For Orson Welles buffs, The One-Man Band will be the most exciting experience in years. It consists almost entirely of Welles-directed material that has never been seen before except by a tiny group of insiders. Here are scenes from almost all the legendary uncompleted Welles films. Director Silovic and his crew have done a grand job in bringing some of this incredibly rare material to light, and have achieved a truly fascinating and well-constructed tribute to the master."
Ah, eu achei o trabalho de Silovic no site UbuWeb. Se você gosta de filmes, videoarte, etc e tal, dá uma olhada lá quando tiver um tempo. O acervo deles é gigante.

Dentro da guerra

Para a editoria de internacional: o premiado fotógrafo e diretor Sean Smith, que trabalha para o The Guardian, passou dois meses com as tropas americanas no Iraque e fez um documentário que expõe “o cansaço e a desilusão dos soldados”. Assista.

A polêmica do mini-pênis

Uma editora americana, a Boyds Mill Press, resolveu cancelar a publicação de uma série de livros infantis da autora alemã Rotraut Susanne Berner. O problema, que só eles enxergaram, foi um pênis de meio milímetro que aparece numa das ilustrações. Detalhe: a cena desenhada por Berner retrata uma estátua dentro de uma galeria de arte, como mostra a ilustração deste post. A autora do livro, claro, achou tudo um grande absurdo. Leia matéria de Franziska Bossy e Elke Schmittera, da Der Spiegel.

Desde a época de Sócrates....

O título e o olho são melhores do que o texto, mas não resisti e coloco aqui: "Love on Campus: Why we should understand, and even encourage, a certain sort of erotic intensity between student and professor", de William Deresiewicz, professor de Yale. Foi publicado na The American Scholar. Sei. Isso que eu chamo de "defender a própria causa". Bom, pode render uma pauta. Ou inspirar paixões, sei lá.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Não tem cara, mas tem ouvido de tiozão

A primeira "geração rock’n’roll" está ficando surda. “Nenhum de nós protegeu os ouvidos”, diz Pat Benatar, 54, cantora de rock e guitarrista. Muito bacana a maneira como esta pauta de saúde e comportamento publicada pelo jornal The New York Times foi articulada. E o título também é ótimo: “The Day Music Died”. O pior é que a moçada anda usando seus aparelhos de mp3 no volume máximo (todos os dias consigo anotar mentalmente o hit parade do elevador do trabalho). Deve fazer um mal danado. Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?

"Quem?", "Quando?", "Onde?"

Todo mundo que estudou jornalismo sabe o que é um lead. Para quem não estudou, a Wikipedia lusa oferece uma definição honesta. Isso para dizer que recebi de uma amiga de Boston um exemplo de matéria que deveria ser discutida pelos professores. Vamos ao lead:
“Except for a tragic accident, the 35th annual Bath Heritage Days parade went off without a hitch.” É mais ou menos como se alguém escrevesse algo assim, lá nos anos 80: “Exceto pelo 17 problemas médicos terríveis do presidente Tancredo Neves, o estado de saúde dele continua perfeito”. O melhor de tudo é que em nenhum lugar da matéria o leitor fica sabendo que “trágico acidente” foi esse. A íntegra está aqui. PS: As redações, principalmente as de jornal, costumam guardar exemplos como esse para consumo interno. Em tempos de transparência, publiquem na internet! Ou mandem pra cá.

"Shaken, not stirred"

O Estadão ouviu as minhas preces. Começou a oferecer um curso online de preparação de drinks. Agora preciso me sacudir e colocar um computador na cozinha. Neste vídeo, o barman Derivan de Souza, um dos melhores de São Paulo (empatado com o Souzinha), ensina a preparar um Dry Martini.“É um drink que deverá ser consumido em momentos de happy hour, após um momento de trabalho (...) para você poder conviver, de uma certa forma, com seus amigos de uma forma clássica”, explica Derivan. “Ele conforta, ele relaxa. (...) As pessoas ficam mais inteligentes depois de dois Dry Martinis. Ou, no mínimo, mais interessantes”.
PS: Sei que são só 6h01 da manhã. Mas hoje é sexta, tudo bem.

A conversa chegou na privada

A Toto, maior fabricante de privadas do Japão, quer conquistar o mercado americano com seu produto “mega-master-premium”, o Washlet (uma privada invocada que vem com bidê automático, purificador de ar, secador com ar morno, controle remoto... é sério, é sério). O slogan da campanha nos Estados Unidos é “Clean is Happy”. E o site é uma das coisas mais estranhas que eu já vi: é super bem feito, muito bem desenhado e tal.... e repleto de referências escatológicas. Dá uma olhada. Deve ter sido um desafio para os marqueteiros. (A moça do primeiro vídeo termina sua fala levantando do trono e falando algo como “Ninguém vai saber que você esteve aqui”). Alguém tem de fazer um test-drive e escrever sobre isso no jornal, pelamordedeus.

Topete preservado

Pesquisadores descobrem uma nova droga capaz de inibir a queda de cabelo nos homens. Notícia de ciência que sempre dá leitura.

Raios duplos!

A Struck By Lightning.org é uma organização que, entre outras coisas, dá consultoria de segurança contra raios. E o LSESSI é um grupo que dá apoio a pessoas atingidas por raios que sobreviveram e querem contar suas histórias. É o tipo de informação que a gente acha que nunca vai precisar, até estar sozinho no plantão de fim de semana da redação, queimando a boca no copinho de café.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Como matar uma lagosta

Eu nunca precisei matar uma lagosta, e espero jamais ter de fazer isso. Mas como uma das funções do jornalismo é ensinar, deixo aqui a didática matéria de Raquel Pelzel para o The Wall Street Journal, com direito até a infográfico. Ela entrevistou o chef Eric Ripert, do Le Bernardin (NY), sobre o tema. E ele ensina o beabá. Uma boa pauta de gastronomia, sem dúvida. Um trecho: “Does it make a difference to the lobster? Diana Cowan, a senior scientist at the Lobster Conservancy in Maine, says that people should cook lobsters in whatever way they like best to eat them, even if that means a longer suffering period (Ms. Cowan chooses to steam her lobsters)”. Me lembrou o conto "Olhar", do Rubem Fonseca.

Xadrez, bridge e turfe nos jornais

Podem me chamar de antiquado, mas tenho saudades dos textos sobre bridge, turfe e xadrez publicados em alguns jornais diários. Tá, o mundo mudou, o Kasparov lidera protestos contra o Putin e eu jogo xadrez na internet. É disso que se trata: esta semana me mandaram este site, o 64squar.es. É grátis e fácil de usar. Recomendo. E começo uma campanha para que os cadernos de esportes tenham turfe, bridge e xadrez. Será que pode, Dunga?

Obrigado

O jornalista Ricardo Noblat recomendou este blog e o colocou na prateleira dos “Vale a pena acessar”. Como diria o Paulo Francis, waaaal. A gentil menção do Noblat está aqui.

Minha pólo levou vários tiros

Depois dos jeans rasgados e das camisetas puídas, o que mais inventar? Os métodos que a indústria da moda criou para deixar uma peça de roupa com cara de velha são muitos, mas eu ainda não tinha visto nenhum como este, criado pela grife Attus Apparel. Os “designers” tiveram a seguinte idéia: furar camisas pólo com tiros de armas de fogo. E cobrar 100 dólares por cada uma. Dá uma olhada no site. A primeira série esgotou. Eles também colocaram um vídeo promocional no You Tube. Lacoste, se cuida.

Zidane e o 12 de julho

Ok, o Brasil joga domingo uma final contra a Argentina. Mas não custa lembrar que hoje, dia 12 de julho, é o aniversário da derrota para a França, na Copa de 1998. Parabéns, Zidane. Aproveito e deixo aqui dois trechos do filme “Zidane, um retrato do século XXI”, de Douglas Gordon e Philippe Parreno. O jogador francês foi acompanhado, durante um jogo inteiro, por 17 câmeras. É de arrepiar; uma obra de arte. Alguém sabe quando estréia no Brasil? Leia matéria (em inglês) da revista Cahiers du Cinéma. O primeiro trecho do filme está aqui. O outro, aqui.

O jornalismo e os jovens americanos

Um trabalho realizado pela Harvard University diz o seguinte: 60% dos jovens americanos (adolescentes e jovens adultos, para ser mais preciso) dão pouca atenção ao noticiário do dia-a-dia. Segundo a mesma pesquisa, o rádio é uma fonte de notícias subestimada para todas as idades. Leia aqui o press release da Universidade, que tem um link direto para o relatório “Young People and News". Muito esclarecedor.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

"Amo homens gordos"

O artigo da escritora Tobsha Learner, publicado no Times de Londres, elogiando (bastante) os homens mais corpulentos, pode inspirar alguma matéria nas revistas femininas. Um trecho: "Then there’s Gérard Depardieu, defiantly fat and very, very sexy. He embodies hedonism, a kind of joyful, Dionysian indulgence of the senses, and this implies a bedroom expertise that has sent many female moviegoers a-quiver. After all, he’s a recognised connoisseur in food and wine, and the third arena of sensuality is a natural follow-on, n’est-ce pas?". Leia aqui a íntegra.

Há muito tempo, numa galáxia muito...

Uma equipe de astrônomos precisa de uma força. Eles querem que as pessoas acessem o site galaxyzoo.org e os ajudem a classificar milhões de galáxias. Dá uma boa nota.

Sem olhar?

No sábado, escrevi sobre uma exposição que exibe desenhos de artistas feitos quando eles eram crianças. Hoje, encontrei este texto, que lembra de uma pauta divertida realizada pela revista Life. Em 1947, os editores pediram a cartunistas famosos que desenhassem seus personagens às cegas, usando uma venda nos olhos. Gostei dos resultados. Até Chester Gould (do Dick Tracy), participou. Os desenhos ao lado são de John Striebel.

PS: Hoje à noite, a dupla Gabriel Bá e Fábio Moon recebe o troféu HQMix na categoria desenhista nacional. Os trabalhos deles estão no site 10 Pãezinhos.

As casas do saber

Neste link, uma ótima reflexão do sociólogo Carlos Alberto Dória sobre "as escolinhas da cultura" que pipocam por aí, publicada na revista Trópico. É útil como fonte de pesquisa para uma futura reportagem sobre o assunto. Mas meu texto favorito dele ainda é "Elogio do Kilo" (também vale a pena ler).

A era do doping genético

A apenas dois dias do início do Pan (e depois de acompanhar a polêmica sobre a suspensão de Dodô, do Botafogo), esta matéria publicada na revista Play sobre um novo tipo de doping, bem mais sofisticado, pode ajudar alguém que esteja escrevendo sobre o assunto. Veja como a droga, chamada Repoxygen, atua:
“Repoxygen works by worming a specialized gene into its host’s DNA. In the right circumstances, the gene directs cells to start making extra erythropoietin (EPO), a hormone that drives the production of red blood cells. More red blood cells means more oxygen transported to muscles, which is why athletes have been known to inject themselves with synthetic EPO. By insinuating itself into an athlete’s genetic code, Repoxygen would theoretically produce a natural stream of the stuff.”

terça-feira, 10 de julho de 2007

Depois de "Betty, a Feia", vem aí...

A Colômbia, o mesmo país que produziu a telenovela "Betty, La Fea", exibida no Brasil pela Rede TV!, promete fazer sucesso com uma nova trama. Se a idéia era chamar a atenção, desta vez eles capricharam. Leia um trecho da sinopse original de "Sin tetas no hay paraíso" (algo como "Sem peitos não existe paraíso"), uma produção da TV Caracol:
"Maria Adelaide Puerta (foto ao lado) encarna a Catalina como protagonista. Ella enfrenta várias y terribles situaciones con sólo un objetivo: tener las tetas grandes para ingresar en el paraíso de suntuosidades y opulencia que representa el narcotráfico."
Nossos teledramaturgos não teriam pensando nisso, não acham? Prevejo uma disputa pelos direitos de exibição dessa novela por aqui. Nos Estados Unidos, a NBC saiu na frente e venceu a concorrência. Desse jeito a Colômbia desbanca o Brasil. Boa pauta.

O lado humano do desenvolvimento

Os jornais de hoje noticiam que o Ibama finalmente concedeu a licença para a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, ambas no Rio Madeira (foto). Enquanto o instituto estudava os impactos ambientais provenientes do projeto, o tema ganhou bastante espaço em jornais e revistas. As matérias quase sempre mostravam uma certa oposição entre as conseqüências ambientais e o desenvolvimento proporcionado pela geração de energia e suas mais diversas utilizações. Mas os elementos sociais – humanos – , e até microeconômicos referentes à região impactada pelas obras vêm sendo deixado à margem, pelo menos das discussões “oficiais”. Uma sugestão seria fazer uma reportagem mostrando as conseqüências da implantação de usinas hidrelétricas nas comunidades organizadas em torno dos rios em que outras barragens operam e que, muitas vezes, sobrevivem a partir das condições naturais do ambiente em equilíbrio. Como uma barragem afeta a vida dessas pessoas? Quem são essas pessoas? Como viviam antes e como vivem agora? Os resultados de longo prazo em relação à qualidade de vida dos envolvidos e também em relação às novas situações em que eles se vêem pode ser o recorte de uma matéria de mais fôlego.

Os 50 melhores sites de 2007

A lista da revista Time com os "50 melhores websites de 2007". Segundo os editores, os escolhidos "oferecem novas maneiras de enriquecer a experiência offline e online". Um seleção polêmica, como todas do tipo. (Só não entendi o timing, mas tudo bem. Deve ser por causa do verão deles).

A história do Fiat Cinquecento

Uma comemoração que vale registro: o aniversário de 50 anos de um clássico do design automobilístico, o Fiat Cinquecento. Veja uma galeria de fotos publicada pelo Guardian com a história do carro que virou símbolo da Itália. Na semana passada falou-se da nova edição do modelo mas ninguém homenageou o original como se deve.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O mundo dos viciados (bem de perto)


A jovem fotógrafa Jessica Dimmock, que já teve trabalhos publicados pela Time, Fortune, Fader e pela revista do New York Times, ganhou o prêmio Inge Morath (organizado pela Magnum Photos) pelo impressionante ensaio que fez com viciados em drogas. Vale a pena olhar (e anotar o e-mail dela para eventuais pautas e para negociar a publicação das fotos aqui no Brasil).

A arte de pegar mentirosos

Só ontem consegui ler a versão impressa da The New Yorker da semana passada. A reportagem mais interessante foi escrita por Margaret Talbot e é sobre a “mentira”. Descreve uma nova tecnologia que, tudo indica, deverá suceder o antigo polígrafo na tarefa de detectar mentirosos. O tema é quente e já havia aparecido em março na revista do The New York Times. Grosso modo, um aparelho “escaneia” o cérebro e consegue mostrar quando alguém não está falando a verdade (segundo os pesquisadores envolvidos, mentir exige um esforço maior do nosso cérebro e isso pode ser detectado pela tal máquina). Um dos personagens principais da matéria é o empresário Joel Huizenga, fundador da No Lie MRI. Outro é Steven Laken, CEO da Cephos. Parece coisa de ficção científica, mas não é. Em tempos de terrorismo, Al Qaeda e Jack Bauer, os americanos estão mesmo procurando a ferramenta perfeita para um interrogatório. Huizenga diz que a empresa dele já começou a oferecer o serviço comercialmente - mas ainda em fase de testes - e que cobrou de uma dúzia de clientes aproximadamente dez mil dólares pelo “exame” (pessoas envolvidas em casos criminais que queriam anexar o resultado como prova). Valeria falar com os dois empresários e repercutir o caso com advogados e psicólogos daqui. Ou mesmo traduzir a reportagem e publicá-la na íntegra. Fica a dica.

Uma questão de beleza

Um assunto divertido na eleição presidencial americana: um dos candidatos republicanos, Fred D. Thompson, vem chamando a atenção. Ou melhor, sua mulher, 24 anos mais nova, é que vem chamando a atenção. A pergunta é: uma mulher como ela poderia afetar uma candidatura? Positivamente ou negativamente? Acho que em 2010 Aécio Neves pode sair na frente nessa questão. Ciro Gomes também. Renan Calheiros, para a sorte do país, perdeu a chance. Pauta para o futuro. Aqui, matéria sobre essa "polêmica" nos EUA.

O que é que há, velhinho?

Nunca gostei muito de efemérides, talvez influenciado por um chefe que me dizia sempre que “efeméride não é notícia”. De qualquer forma, às vezes, nós tirávamos uma do colete e colocávamos no jornal (como até hoje todo mundo faz). Tudo isso para dizer que o desenho animado “What’s Opera, Doc?”, brilhante trabalho de Chuck Jones, acaba de completar 50 anos. É uma paródia da ópera "O Anel dos Nibelungos", de Wagner, com Pernalonga e Gaguinho nos papéis principais. Em 1994, esse desenho de cerca de 7 minutos apareceu em primeiro lugar na lista dos 50 melhores da história da animação. É a típica pauta que, na minha época, cairia nas mãos do Ruy Castro. Ou do Sérgio Augusto. Craques.

domingo, 8 de julho de 2007

"Divide aí, sou ruim de matemática"

Alexandra Jacobs, do The New York Times, escreveu uma pequena matéria sobre um problema universal: o desconfortável momento de dividir a conta entre um grupo grande de pessoas no restaurante ou no bar. E inevitável que a frugalidade de uns acabe subsidiando os excessos de outros, não tem jeito. “Vegetarianos sempre se ferram”, conta uma das personagens. E os abstêmios também. A repórter personifica o culpado: “É o cara sentado duas cadeiras pra lá que pediu foie gras de aperitivo (...) e três martinis feitos com gim importado". O texto pode ser ponto de partida para uma matéria de comportamento (ou de etiqueta) sobre o assunto aqui no Brasil.

Um pouco de humor no domingo


Vale a pena olhar os cartuns da semana na The New Yorker.

Desconfiado? Entre para o C.S.I.

O finado jornal Notícias Populares deitaria e rolaria se tivesse que publicar alguma matéria sobre o revolucionário “CheckMate Semen Detection Kit”. Não é uma brincadeira, apesar de parecer muito bizarro. E esta notícia mostra que existe mercado para esse tipo de produto, ao menos nos Estados Unidos.

Os 10 princípios do “Post”

A redação do The Washington Post recebeu, na semana passada, um e-mail da direção do jornal com os “Ten Principles for Washington Post Journalism on the Web”. O lançamento do novo portal do Estadão poderia ser o gancho para uma matéria sobre como anda o jornalismo brasileiro na internet.

sábado, 7 de julho de 2007

O menino é pai do homem

Como será que Adão Iturrusgarai, Angeli, Caco Galhardo, Glauco, Larte e outros talentosos cartunistas brasileiros desenhavam quando eram crianças? É uma pergunta que renderia uma boa matéria visual para uma revista ou um jornal. Nos Estados Unidos, o Museum of Comic Cartoon Art (MoCCA) mandou uma questão semelhante para 25 artistas locais, que vasculharam suas gavetas em busca de desenhos da época em que eles tinham 12 anos. O resultado está na exposição online Now Then. Ótima idéia. Ao lado, trabalho atual de Charles Burns, um dos artistas que está na mostra.
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sexta-feira, 6 de julho de 2007

10 verdades politicamente incorretas...

...sobre a natureza humana: os seres humanos são naturalmente polígamos. A crise da meia idade é um mito. Os homens preferem as loiras. É natural para um político do sexo masculino arriscar tudo por um caso extraconjugal (Epa!). E por aí vai. Ótima matéria de Alan S. Miller e Satoshi Kanazawa na revista Psychology Today. Uma leitura divertida e uma boa fonte de inspiração para reportagens de comportamento. Veja o que eles dizem sobre a crise da meia idade:

"Many believe that men go through a midlife crisis when they are in middle age. Not quite. Many middle-aged men do go through midlife crises, but it's not because they are middle-aged. It's because their wives are. From the evolutionary psychological perspective, a man's midlife crisis is precipitated by his wife's imminent menopause and end of her reproductive career, and thus his renewed need to attract younger women. Accordingly, a 50-year-old man married to a 25-year-old woman would not go through a midlife crisis, while a 25-year-old man married to a 50-year-old woman would, just like a more typical 50-year-old man married to a 50-year-old woman. It's not his midlife that matters; it's hers. When he buys a shiny-red sports car, he's not trying to regain his youth; he's trying to attract young women to replace his menopausal wife by trumpeting his flash and cash."

Como contar a verdade num obituário

O jornalista Alberto Dines escreveu certa vez que, no mundo anglo-saxão, o obituarismo (tarefa de escrever obituários para jornais, revistas, etc) é exercido por qualificados profissionais, "aqueles com capacidade de enxergar a História através do cotidiano". Mas confesso que nunca tinha visto um primeiro parágrafo tão sincero como o deste texto publicado no Telegraph para noticiar a morte de Gottfried von Bismarck, parente do chanceler alemão Otto von Bismarck. Um exemplo a ser seguido no Brasil, com certeza.

A filosofia dos Simpsons

Para quem gosta de boas matérias sobre cultura, a Vanity Fair de agosto traz uma reportagem de John Ortved sobre os Simpsons, o seriado cômico mais longevo da história da TV (entrou no ar em 1989). O gancho é a iminente estréia do longa-metragem nos cinemas. E a questão é: o que fez dos Simpsons um fenômeno pop? Ortved recolheu depoimentos de todo mundo que importa: dos roteiristas, dos desenhistas, dos atores que fazem as vozes e até do patrão da Fox, Rupert Murdoch. O texto do site é mais longo do que aquele que aparece na versão impressa da publicação. Tem também uma entrevista com Conan O'Brien, o apresentador de talk show que fez parte do time de escritores que trabalharam no desenho-animado. E um box com os 10 episódios mais legais da história do programa, na opinião da revista. No Brasil, o filme estréia em agosto (veja o trailer aqui).

A inocência perdida

Os bebês aprendem a mentir aos seis meses de idade, dizem os cientistas em matéria do Telegraph. "E depois não param mais", diz uma amiga. Boa pauta.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Novos talentos da fotografia

Uma dica: a Source, revista britânica especializada em fotografia contemporânea, disponibilizou em seu site um link para inúmeras fotos feitas por alunos que se formaram este ano em faculdades de fotografia (e que participaram de exposições coletivas). Cada um dos trabalhos traz o nome e os contatos do autor. Vale para conhecer o que de novo tem sido feito na Grã-Bretanha e para encontrar fotógrafos que podem topar eventuais pautas. Tem de tudo. A foto ao lado é de Morwenna Grace Kearsley, da Napier University.

É bonito? É chique? Combina?

A jornalista Robin Ghivan, do The Washington Post, escreveu um texto interessante sobre os "Crocs", esses calçados aí ao lado, na editoria de moda do jornal. Afinal, em que ocasiões eles são apropriados? Se conforto fosse uma boa desculpa todos poderiam trabalhar de pijamas, certo? Rende uma pauta, já que a imprensa brasileira vem divulgando essa belezura em suas páginas.

A indústria da água

A edição de julho da revista Fast Company (Al Gore na capa) fez uma ótima matéria sobre água engarrafada. Diz que os americanos gastaram mais dinheiro em 2006 comprando água mineral do que consumindo iPods ou ingressos de cinema (15 bilhões de dólares, para ser mais preciso). A reportagem investiga esse nicho de mercado, um negócio que há 30 anos sequer existia. Vale a pena dar uma olhada. Seria interessante fazer algo sobre a nossa realidade. Quanto dinheiro esse mercado movimenta no Brasil? Quais são as principais empresas e como elas trabalham suas marcas? Deixo um trecho da reportagem de Charles Fishman:

“Bottled water is the food phenomenon of our times. We - a generation raised on tap water and water fountains - drink a billion bottles of water a week, and we're raising a generation that views tap water with disdain and water fountains with suspicion. We've come to pay good money (two or three or four times the cost of gasoline) for a product we have always gotten, and can still get, for free, from taps in our homes.”

Briga de cozinheiros

Ed McFarland trabalhou para a chef de cozinha nova-iorquina Rebecca Charles durante seis anos, até que chegou o momento em que conseguiu abrir seu próprio negócio. Seria um caminho natural, como muitos casos parecidos. Só que Rebecca não gostou do que viu e está processando o ex-funcionário, acusando o rapaz de roubar o conceito de seu restaurante e também de copiar as suas receitas. A questão levantada pela matéria de Zoe Williams no The Guardian é: como saber onde está a linha que separa a inspiração do plágio? Aqui no Brasil os empresários do ramo são mais flexíveis, imagino. Caso contrário existiriam mais casos como esse. Valeria uma matéria sobre as "coincidências" gastronômicas que aparecem por aqui.
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quarta-feira, 4 de julho de 2007

Um (extraordinário) violinista no metrô

O repórter Gene Weingarten, do The Washington Post, fez uma das melhores matérias que eu tive a oportunidade de ler em 2007. Ele levou para uma movimentada estação de metrô de Washington, nos Estados Unidos, o violinista Joshua Bell (foto), 39 anos, um dos principais nomes da música clássica contemporânea, e fez com que ele ficasse tocando, incógnito, num canto da estação, enquanto as pessoas passavam. Ninguém sabia quem ele era. Para a massa que ia para o trabalho, Bell parecia apenas mais um músico tentando ganhar algum dinheiro. Escreve Weingarten: "Nos quase três quartos de hora que Joshua Bell tocou, sete pessoas pararam o que estavam fazendo para ficar por perto e acompanhar a música por, pelo menos, um minuto. Vinte e sete deram dinheiro, - totalizando 32 dólares e trocados. O que nos deixa com 1070 pessoas que passaram por ali às pressas, sem perceber nada, muitas a apenas 1 metro do músico, poucas nem sequer virando o rosto para olhar". Uma das questões da pauta era essa: se um músico extraordinário como Bell toca músicas extraordinárias mas ninguém escuta, será que ele é mesmo extraordinário?

A reportagem do Post ("Pearls Before Breakfast") está na edição de julho da revista Piauí, que merece os parabéns por ter achado e traduzido o texto antes de todo mundo. A revista não disponibilizou a matéria no site, mas você pode ler o texto original, sem cortes, neste link (que também traz trechos do vídeo gravado pela câmera da estação). Uma aula de pauta, de texto e de apuração. Até uma engraxate brasileira que presenciou o concerto foi entrevistada. Não deixe de ler.

PS: O Washington Post também colocou na Web o áudio da apresentação de Bell no metrô. Está aqui.

A verdade está lá fora

Começa amanhã, dia 5, o “Amazing Roswell UFO Festival”, evento que atrai, por incrível que pareça, pessoas do mundo todo para celebrar uma das mais conhecidas teorias da conspiração que existe. Esta semana comemora-se os 60 anos do “The Roswell Incident”, que já foi tema de episódio de “Arquivo X”, de vários documentários, e que ganhou seu próprio seriado na TV, tamanha é a popularidade do assunto. Vale pelo inusitado.

Uma nova teoria sobre o bocejo

Por que bocejamos? Existem várias teorias sobre o assunto. Agora, uma nova pesquisa científica diz que bocejar “ajuda a refrescar o cérebro". E que dessa forma ficamos mais alertas. Leia matéria de Eric Nagourney publicada no jornal The New York Times. Boa pauta.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Sábado é dia 07/07/07

Uma boa pauta para jornais, rádios e TVs: para quem acredita que o número 7 traz sorte ou é de alguma forma especial, sábado é dia de fazer matéria sobre o assunto. Temas como esse sempre repercutem. Este link do The Independent é um bom ponto de partida: "77 coisas que você deve saber sobre o número 7". O The New York Times fez matéria contando que as agências de publicidade aproveitarão a data para fazer campanhas especiais para seus clientes. As lojas de conveniência 7-Eleven, claro, entraram na onda. É um jeito de falar das 7 maravilhas do mundo, que serão divulgadas no sábado, sem ser (tão) cansativo.

A ciência do sucesso

A editora americana Simon & Schuster anunciou uma parceria com um site chamado MediaPredict, que usa o julgamento coletivo de leitores para avaliar propostas de novos livros. O acordo recebeu críticas de muita gente. Alguns acham que os editores perderam a confiança e estão apelando para esses testes com o público, como é comum na indústria do cinema. O tema é ótimo. Leia a matéria de James Surowiecki, “The Science of Success”, na The New Yorker.

Mais felicidade, por favor

No artigo “More Happiness Please”, publicado pela revista Philosophy Now, a professora Jean Kazes escreve a respeito de três livros sobre a felicidade que foram lançados nos Estados Unidos. É um tema bem contemporâneo: as pessoas estão se sentindo cada vez mais infelizes neste início de século, não há dúvida. Qual seria a razão de tanta angústia? A maioria segue atrás de respostas, nem sempre procurando no lugar correto. Sobre esse assunto, indico um ensaio recente publicado no Brasil: Sobre a Felicidade – Ansiedade e Consumo na Era do Hipercapitalismo. A autora é a socióloga e filósofa eslovena Renata Salecl, que estuda os fenômenos comportamentais no atual momento do capitalismo.

Royale with cheese

Na reportagem “Le Big Mac Booms in the Land of Haute Cuisine” o repórter Jacob Gershman, do The Sun de Nova York, mostra que o crescimento das vendas do McDonald’s na França é quase duas vezes maior do que nos Estados Unidos. "And, in Paris, you can buy a beer in McDonal’s", já dizia Vincent Vega.
PS: Por falar nisso, para quem ainda não viu o Selton Mello decifrando o código do Tarantino, deixo o link aqui.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Não existe almoço grátis

Leia o artigo de Bill Tancer, na Time, sobre “o mundo grátis da web”. O texto pode dar idéias para uma pauta de Tecnologia e Negócios. Tancer pesquisou as palavras mais procuradas nos mecanismos de busca e selecionou os primeiros 10 mil termos que contêm a palavra “free”. O campeão da lista é “free games” (isso explica o ócio criativo nos escritórios, claro). O texto informa que sexo aparece quatro vezes entre os 20 primeiros lugares. A saber: “free sex stories”, “free sex”, “free sex videos” e “free sex pics”.
O articulista também revela uma curiosidade de um mundo otimista: em 78º lugar na lista está a incansável batalha para conseguir “free money”. Tá bom. Para finalizar, diz que entre os 10 mil termos não há sequer uma única busca for “free lunch”. É isso aí: ninguém acredita que isso exista.

Segredos de hotel

Uma nota divertida para os suplementos de turismo: o Crazy Hotel Workers é um website em que funcionários de hotéis deixam mensagens (a maioria delas anônimas) falando sobre o cotidiano deles no trabalho e desabafando a respeito de algumas atitudes dos hóspedes. É perfeito para quem já ficou imaginando o que aquele ou aquela recepcionista estaria pensando quando você aparece para pegar as chaves do quarto às 4 da manhã.

12 invenções na "Time"

Aproveitando a recente febre do iPhone, a revista Time escolheu as 12 invenções tecnológicas de uso pessoal que mais influenciaram o mundo. Estão na lista o vídeo JVC HR – 3300 (1976), o Atari 2600 (1977, ao lado), o Walkman Sony (1979) e o próprio iPhone, claro. Vale guardar o link nos favoritos. Pode ser útil numa futura apuração.

Um brilho eterno

Pesquisadores descobrem que podem usar drogas para apagar uma lembrança específica do cérebro, deixando outras intactas. Charlie Kaufman estava certo. A reportagem é de Richard Gray, que escreve sobre ciência no Telegraph.

domingo, 1 de julho de 2007

Rock & roll, baby!

Algum portal brasileiro precisa colocar este vídeo na Home Page. Tenho certeza que será um sucesso de cliques. O garoto tem muita atitude. Nasce uma estrela.

O jornalismo e a Wikipedia

Longa reportagem de Jonathan Dee, colaborador da revista do NYT, conta como a Wikipedia se transformou na principal fonte do jornalismo diário americano. O trecho abaixo é interessante e pode inspirar uma boa reflexão sobre o assunto, mas reserve um tempo para ler a matéria completa.

"Just as the Internet has accelerated most incarnations of what we mean by the word “information,” so it has sped up what we mean when we employ the very term “encyclopedia.” For centuries, an encyclopedia was synonymous with a fixed, archival idea about the retrievability of information from the past. But Wikipedia’s notion of the past has enlarged to include things that haven’t even stopped happening yet. Increasingly, it has become a go-to source not just for reference material but for real-time breaking news — to the point where, following the mass murder at Virginia Tech, one newspaper in Virginia praised Wikipedia as a crucial source of detailed information."

ENC: Leia este artigo que saiu...

O jornal The New York Times de hoje traz, na página de "Opinião", um divertido texto de Nora Ephron. "Os Seis Estágios do E-Mail" parece ter sido escrito para todos aqueles que já se sentiram desencantados - e frustrados - ao olhar para uma caixa postal lotada de e-mails não respondidos. Alguém deveria publicar em português. Um trecho:

"I have a galloping case of attention deficit disorder because every time I start to write something, the e-mail icon starts bobbing up and down and I’m compelled to check whether anything good or interesting has arrived. It hasn’t. Still, it might, any second now. And yes it’s true — I can do in a few seconds with e-mail what would take much longer on the phone, but most of my messages are from people who don’t have my phone number and would never call me in the first place".

A China e a América Latina

Nos últimos quatro anos, a China avançou sobre a América Latina e intensificou as relações comerciais com os países da região. Artigo do Asia Times explora o assunto. Boa leitura.

"Não vou casar"

Anote: a Jill, uma das autoras do blog “Feministe”, pode virar personagem de alguma matéria de comportamento sobre casamento. É dela este texto, I’m Never Getting Married. Os 204 comentários mostram que o tema é bom.

Seus livros ficarão muito bonitos

Leio no Estadão de hoje uma pequena matéria sobre esta estante (foto), a Cave, criada pela designer Sakura Adachi, que permite aos leitores se aninharem numa espécie de cápsula, rodeados por seus livros. Olhando para os meus livros empilhados aqui na escrivaninha, sugiro que alguém amplie esse tema e fale também sobre outros modelos criativos de estantes e de prateleiras que apareceram recentemente. Tem a invisível, a labiríntica... Tem uma inspirada no formato de um acordeão, outra que parece meio quebrada... Mas a mais engenhosa é a "72 degrees", que vem com um compartimento secreto para que adolescentes escondam suas revistas pornográficas.